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O artigo 482 da CLT traz um rol de comportamentos e situações dos trabalhadores que podem ensejar a demissão por justa causa.
Geralmente, para se demitir um empregado por justa causa com base no comportamento desidioso, é necessário que o comportamento seja repetido e habitual, pois os atos negligentes cometidos tendem a não ser tão graves, caso analisados isoladamente.
E foi com base nesse entendimento que o TST manteve a demissão por justa causa aplicada pela por uma loja de roupas a uma empregada do caixa que, em oito meses, faltou, pelo menos, sete vezes de maneira injustificada.
Nos autos, a empregada ainda apresentou atestados de comparecimento para atendimento médico, bem como a medicação que tomou à época, o que, no entendimento da corte, serve, apenas, para justificar a ausência de algumas horas, e não de dias de trabalho.
Vale destacar que a desídia não se aplica somente em caso de faltas injustificadas ao trabalho. Quando o trabalhador começa a chegar atrasado com frequência, ou deixa de cumprir com suas obrigações sem motivo justo, apenas para forçar a demissão, também é possível a aplicação da demissão com justa causa amparada pelo instituto da desídia.

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