Responsabilidade Social

Responsabilidade Social

A ideia de criar um Instituto não surgiu agora. É bem antiga. Explica Marcos Chagas, um dos sócios fundadores da Ferreira e Chagas Advogados e Presidente do recém-criado Instituto Wilson Chagas. “Tínhamos esse desejo desde a fundação do Escritório, mas só agora estamos tendo a oportunidade de torná-lo realidade. Queremos devolver à Sociedade um pouco do que ganhamos, exercendo a responsabilidade social, “fazendo o bem pelo bem, sem olhar a quem, para dormir e acordar bem”, afirma humoradamente.

“Escolhemos exercer nossa responsabilidade social de forma diversificada. A ideia, que surgiu para uma atuação voltada à advocacia solidária, pro bono, ampliou-se e, hoje, já estamos implantando ações nas comunidades vulneráveis, buscando o “empoderamento” pelo saber”, destaca entusiasmado Marcos Chagas.

A associação recebeu o nome de “Instituto Wilson Chagas”, por sugestão de Fernando Fraga Ferreira, em homenagem póstuma ao advogado e pai de seu amigo e sócio. Está instalado no primeiro andar da Unidade do Escritório na Av. Santos Dumont, em Belo Horizonte.

A Ferreira e Chagas Advogados é, atualmente, a mantenedora do Instituto, destaca o sócio Vinícius Rezende, que é também Diretor Tesoureiro do Instituto. “Iniciamos todo o processo este ano, não obstante se tratar de um projeto há anos desenhado pelos sócios. O Escritório assume com muita dedicação e responsabilidade este compromisso social, tanto que à frente o Instituto está um dos seus sócios fundadores, Marcos Chagas, que vem se dedicando integralmente à sua implantação e gestão”.

O Instituto Wilson Chagas é uma Associação sem fins lucrativos que tem como objetivo social, conforme destaca o estatuto, “a promoção e a defesa de direitos fundamentais e de direitos humanos, individuais e coletivos, incluindo-se a proteção ao patrimônio público e social, ao meio ambiente, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos, da igualdade social e de gênero, da infância e da juventude, prestando apoio, orientação e assistência jurídica, assistência social, psicológica, psicossocial, fomentando e promovendo a prática esportiva”.

O presidente do Instituto, Marcos Chagas, explica que “a forma que encontramos de efetivar direitos e garantias fundamentais, sem tentarmos substituir o que seria papel da defensoria pública, é a de ajudar a construir bases de conhecimentos, relacionamentos e conceitos, que visem diminuir as causas de conflitos e não suas consequências. A ideia é criar possibilidades para que as pessoas entendam seus direitos e, principalmente, seus deveres e responsabilidades, fazendo com que, a partir desse conhecimento, sejam diminuídas as situações conflituosas ou, quando existirem, que os atendidos consigam resolvê-las de forma autocompositiva”.

Afirma também que há uma nova concepção de resolução de conflitos em todo o mundo. “A ideia da autocomposição tem sido hoje destaque em todas as discussões jurídicas que participo e parece ser o caminho mais buscado. É a advocacia do futuro. Mesmo assim, se preciso, agiremos judicialmente, de forma gratuita, para pessoas e grupos vulneráveis”, ressalta.

Diz, ainda, que “o Instituto poderá, na forma da lei 7347/85 e da Constituição Federal da República, inclusive, ser sujeito ativo de ações civis públicas, ou qualquer outra ação judicial, com o objetivo de alterar práticas e reformular a atuação de instituições de forma a ampliar a garantia dos direitos e a consolidação do Estado Democrático de Direito’.

Primeiro Projeto

Quem fala sobre o primeiro projeto do Instituto, é a Secretária Geral, a advogada Juliana Lage. “Vamos atuar em uma comunidade específica, tratando topicamente três focos: informação; resolução de conflitos por autocomposição; ações sociais que visem à dignidade da pessoa humana”.

E afirma: “Já estamos atuando na comunidade Morro do Papagaio, em parceria com outras Instituições, com atuação jurídica para a prevenção de violência. Entramos na comunidade para levar o conhecimento do Direito dentro do ambiente deles, de acordo com peculiaridades locais. Fica mais fácil, e as soluções mais justas e adequadas à realidade dos envolvidos”.

O projeto, segundo os diretores do Instituto, envolve a realização de cursos, palestras, câmaras de mediação de conflitos e plantões de consultoria jurídica, além de ações que visem fomentar as atividades de empreendedorismo ou que busquem o desenvolvimento integral da criança e adolescente.

“Queremos reverter o quadro de violência e disseminar a cultura de paz, através da mediação e da solução de conflitos internos por eles mesmos. Vamos trabalhar para instrumentalizar o “Morro”, atuando na “base”, no desenvolvimento humano, nos relacionamentos internos e externos da comunidade, “empoderando-a” de forma que, no futuro, deixemos um legado de conhecimento que permita aos agentes comunitários continuar o trabalho, para que possamos partir para outra, conclui Juliana Lage.

Voluntários

Além das ações locais, o Instituto está apto a ter atendimento individual na sua sede, à av. Santos Dumont, para casos que não possam ser resolvidos por mediação. “As instalações físicas são excelentes e comportam a demanda sonhada pelos associados”, enfatiza o Diretor Tesoureiro, Vinícius Rezende.

Ele destaca que o trabalho será desenvolvido, em sua maior parte, por voluntários da Ferreira e Chagas Advogados e que o interesse demonstrado tem sido muito grande.

Lembra, ainda, que, em um segundo momento, “a ideia é ampliar as atividades do Instituto conforme prevê o estatuto, promovendo parcerias com entidades de classe, sociedades empresárias, empreendedores, organizações não governamentais e outras entidades de direito público e privado, ou pessoas físicas, dispostas a atuar por meio de ações conjuntas, no desenvolvimento da advocacia solidária e de ações assistenciais, que promovam o bem social”.

Localização e Contato

O Instituto Wilson Chagas está localizado na Avenida Santos Dumont, 330 – 1o andar – Centro Belo Horizonte – Minas Gerais.

Telefone para contato: 31.32985628.